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Americano preso na Rússia acusado de lutar pela Ucrânia retorna aos EUA

Stephen Hubbard passou quatro anos detido e foi acusado de combater ao lado da Ucrânia

Stephen Hubbard, de 72 anos, acusado de combater como mercenário pela Ucrânia
Stephen Hubbard, de 72 anos, acusado de combater como mercenário pela Ucrânia Foto : MOSCOW CITY COURT PRESS SERVICE / AFP

Stephen Hubbard, um americano que passou quatro anos detido na Rússia, acusado de combater ao lado da Ucrânia, retornou aos Estados Unidos, informou seu advogado nesta quinta-feira (22).

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quarta-feira a libertação de Hubbard ao receber em São Petersburgo o enviado americano Steve Witkoff. "Ele já pousou" nos Estados Unidos, declarou à AFP nesta quinta-feira Martin De Luca, advogado de Hubbard, sem dar mais detalhes.

O presidente Donald Trump publicou na manhã desta quinta-feira fotografias nas quais Hubbard aparece sorridente ao lado de Witkoff. Em outra imagem, Hubbard, um professor de inglês aposentado de mais de 70 anos, posa com várias pessoas não identificadas a bordo de uma aeronave de pequeno porte e segura uma bandeira americana junto com dois integrantes do grupo.

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Diplomacia e sanções

Trump afirmou que Hubbard foi libertado sem que os Estados Unidos precisassem aceitar uma troca de prisioneiros. No entanto, o presidente republicano flexibilizou algumas sanções contra a Rússia antes da libertação e também concordou em comprar diesel russo, uma medida que beneficia a capacidade financeira do Kremlin para sustentar sua invasão da Ucrânia em 2022.

Witkoff se reuniu com Putin na quarta-feira. Após o encontro, o líder russo sinalizou a disposição de Moscou de retomar as negociações com Kiev e Washington para pôr fim à guerra.

A prisão e as acusações

Hubbard vivia na cidade ucraniana de Izium quando as forças russas o capturaram, em 2022, segundo seus familiares e advogados. Em 2024, foi condenado a quase sete anos de prisão, acusado de atuar como "mercenário" para Kiev. Hubbard nega as acusações. Um cidadão ucraniano que esteve preso com Hubbard afirmou à AFP que o americano sofreu torturas durante sua detenção.