Contudo, o ministro ressaltou que o Brasil está "sempre pronto para cooperar em operações humanitárias com o governo da Colômbia e com outras forças, sempre com a orientação colombiana".
As declarações foram feitas antes do anúncio da confirmação da captura do jornalista pelas Farc, feito por um alto oficial colombiano. Na terça-feira, uma mulher que se identificou como integrante da frente 15 das Farc disse que a guerrilha tem Langlois em seu poder e que ele foi declarado "prisioneiro de guerra, já que foi encontrado usando vestes militares", em um telefonema a meios de comunicação da área onde o repórter desapareceu.
Romeo Langlois, de 35 anos, fazia uma matéria para o canal France 24 sobre operações de combate às drogas quando a patrulha militar com a qual se deslocava foi atacada por guerrilheiros no departamento de Caquetá (a cerca de 600 km ao sul de Bogotá). Durante o combate, quatro militares morreram e outros oito foram feridos. O jornalista foi ferido no braço esquerdo, e desapareceu.
As Farc são a principal guerrilha da Colômbia, com cerca de 9.200 combatentes e mais de 45 anos de luta armada. Em 26 de fevereiro, se comprometeu a por fim ao sequestro de civis com fins extorsivos, e no dia 2 de abril entregou aos últimos 10 policiais e militares que mantinha como reféns, todos eles por mais de doze anos.