Mundo

Amorim acha cedo para Brasil interferir no resgate de jornalista na Colômbia

Ainda assim, ministro ressaltou que país está pronto para cooperar em operações humanitárias

Ministros concederam entrevista coletiva sobre o caso em Bogotá
Ministros concederam entrevista coletiva sobre o caso em Bogotá Foto : Eitan Abramovich / AFP/ CP
O ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, considera prematuro pensar na participação do país em uma eventual libertação do jornalista francês Romeo Langlois, desaparecido na Colômbia desde o dia 28 de abril e em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Acredito que é um pouco prematuro falar do resgate nesse caso porque, pelo que sei, ainda não se sabe muito bem o que aconteceu nem se algo vai ser pedido ou não", disse Amorim em coletiva de imprensa junto a seu homólogo colombiano Juan Carlos Pinzón, nesta quarta-feira, em Bogotá.

Contudo, o ministro ressaltou que o Brasil está "sempre pronto para cooperar em operações humanitárias com o governo da Colômbia e com outras forças, sempre com a orientação colombiana".

As declarações foram feitas antes do anúncio da confirmação da captura do jornalista pelas Farc, feito por um alto oficial colombiano. Na terça-feira, uma mulher que se identificou como integrante da frente 15 das Farc disse que a guerrilha tem Langlois em seu poder e que ele foi declarado "prisioneiro de guerra, já que foi encontrado usando vestes militares", em um telefonema a meios de comunicação da área onde o repórter desapareceu.

Romeo Langlois, de 35 anos, fazia uma matéria para o canal France 24 sobre operações de combate às drogas quando a patrulha militar com a qual se deslocava foi atacada por guerrilheiros no departamento de Caquetá (a cerca de 600 km ao sul de Bogotá). Durante o combate, quatro militares morreram e outros oito foram feridos. O jornalista foi ferido no braço esquerdo, e desapareceu.

As Farc são a principal guerrilha da Colômbia, com cerca de 9.200 combatentes e mais de 45 anos de luta armada. Em 26 de fevereiro, se comprometeu a por fim ao sequestro de civis com fins extorsivos, e no dia 2 de abril entregou aos últimos 10 policiais e militares que mantinha como reféns, todos eles por mais de doze anos.

Bookmark and Share