Mundo

Amorim pede prudência diante de críticas à eleição no Haiti

Chanceler brasileiro afirmou que sua opinião é baseada nas avaliações da missão da ONU

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, estimou nessa terça-feira que é preciso ter prudência diante das denúncias de irregularidades nas eleições haitianas, para se evitar "a condenação e a crítica" fáceis. "Temos que acompanhar estas coisas com muito cuidado, não entrar facilmente na condenação ou na crítica", disse Celso Amorim à imprensa em Washington, onde foi reconhecido pela revista Foreign Policy como um dos 100 pensadores globais de 2010.

O chanceler brasileiro destacou que sua opinião sobre as eleições de domingo é baseada nas avaliações da missão da ONU para a Reconstrução do Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, e na observação da Organização dos Estados Americanos (OEA). Minustah "disse que houve muito menos incidentes de violência do que em qualquer outra eleição no passado".

A OEA admitiu que houve incidentes, imperfeições e irregularidades, mas que isto, aparentemente, não afetará o resultado. A maioria dos 18 candidatos presidenciais pede a anulação da eleição no Haiti, alegando fraudes em benefício do candidato da situação, Jude Célestin. A votação foi marcada por incidentes que deixaram dois mortos e dez feridos em todo o país.


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