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O governo dos Estados Unidos espera que as forças de Kadhafi se retirem para uma região “a uma distância significativa do leste” da Líbia. Nos últimos dias, a contra-ofensiva do governo resultou em ganhos que deixaram as suas forças próximas de Benghazi, o principal bastião dos rebeldes, no leste do país.
França: tudo pronto para intervir na Líbia
De acordo com o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé, tudo está pronto para uma ação militar na Líbia. A União Europeia (UE) examina os detalhes do anúncio do cessar-fogo do regime líbio, conforme anunciou a chefe da diplomacia del bloque, Catherine Ashton.
"Estamos examinando os detalhes para saber qual é o significado do cessar-fogo e de que forma pode influenciar na situação geral", afirmou Ashton. Depois de um encontro com secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, disseque “a comunidade internacional não se vai se deixar enganar pelo regime líbio”. Por isso, “vai usar todos os meios para verificar e garantir a total implementação da resolução”.
A Líbia decidiu encerrar todas as operações militares depois da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, autorizando ataques aéreos contra o regime. O anúncio foi considerado um "blefe" pelos opositores de Kadhafi. Eles denunciam que as forças leais ao ditador continuam realizando ataques. O líder líbio enfrenta, desde 15 de fevereiro, uma rebelião sem precedentes. Os manifestantes pedem a saída de Kadhafi que está no poder desde 1969.