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Anúncio de cessar-fogo da Líbia não impressiona, diz EUA

Para secretária de Estado, Hillary Clinton, é preciso ver atos concretos do governo de Kadhafi

Secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que precisa ver atos concretos do governo libanês
Secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que precisa ver atos concretos do governo libanês Foto : Paul J. Richards / Pool / AFP / CP
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse nesta sexta que o governo do presidente líbio, Muammar Kadhafi, precisa demonstrar "atos concretos" e que o anúncio do cessar-fogo não impressiona os Estados Unidos. “A situação evolui rapidamente. Não podemos nos deixar impressionar por palavras. Temos de ver atos concretos”, afirmou Hillary.

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O governo dos Estados Unidos espera que as forças de Kadhafi se retirem para uma região “a uma distância significativa do leste” da Líbia. Nos últimos dias, a contra-ofensiva do governo resultou em ganhos que deixaram as suas forças próximas de Benghazi, o principal bastião dos rebeldes, no leste do país.

França: tudo pronto para intervir na Líbia


De acordo com o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé,  tudo está pronto para uma ação militar na Líbia. A União Europeia (UE) examina os detalhes do anúncio do cessar-fogo do regime líbio, conforme anunciou a chefe da diplomacia del bloque, Catherine Ashton.

"Estamos examinando os detalhes para saber qual é o significado do cessar-fogo e de que forma pode influenciar na situação geral", afirmou Ashton. Depois de um encontro com secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, disseque “a comunidade internacional não se vai se deixar enganar pelo regime líbio”. Por isso, “vai usar todos os meios para verificar e garantir a total implementação da resolução”.

A Líbia decidiu encerrar todas as operações militares depois da resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, autorizando ataques aéreos contra o regime. O anúncio foi considerado um "blefe" pelos opositores de Kadhafi. Eles denunciam que as forças leais ao ditador continuam realizando ataques. O líder líbio enfrenta, desde 15 de fevereiro, uma rebelião sem precedentes. Os manifestantes pedem a saída de Kadhafi que está no poder desde 1969.


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