Segundo o jornal Verdens Gang, o Palácio Real era um dos objetivos devido a seu valor simbólico, enquanto que a sede do Partido estaria na mira do extremista por seu papel na instauração de uma sociedade multicultural. Breivik, de 32 anos, criou uma espécie cruzada contra o que chamou de "invasão muçulmana" na Europa. Ele confessou o atentado à bomba na sede do governo, em Oslo e a chacina na ilha de Utoya, onde as juventudes socialistas realizavam um acampamento de verão.
"Ele tinha vários projetos de diferente envergadura naquela sexta-feira. Ocorreram coisas naquele dia, que não quero abordar, que fizeram com que as coisas transcorressem de maneira diferente do que ele havia previsto", detalhou a polícia. Um relatório publicado na noite de sexta-feira pelos serviços de inteligência da polícia, a PST, confirmou que não houve motivos para elevar o nível de segurança na Noruega devido ao caráter "único" da matança de 22 de julho.
Um dia depois de serem realizados os primeiros funerais das vítimas da chacina, a Noruega homenageou neste sábado as equipes de socorro mobilizadas no dia mais negro da história do país. O evento reuniu bombeiros, soldados, policiais e motoristas de ambulâncias junto ao príncipe herdeiro Haakon na catedral de Oslo. Nos arredores, os cidadãos colocaram rosas junto aos veículos de resgate.
Em prisão preventiva em um presídio de segurança máxima por um período renovável de oito semanas, Breivik será examinado por dois psiquiatras que começarão seu trabalho na semana que vem para determinar se é responsável pelos atos. Os especialistas devem entregar suas conclusões até 1º de novembro.