Um estudo destinado a testar um anel vaginal que libera antirretrovirais será lançado na África. A informação é da organização promotora da iniciativa, International Partnership for Microbicides (IPM). O produto é um método anticoncepcional que normalmente consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, onde o dispositivo libera hormônios. O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a Aids castiga mais fortemente.
Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas usaram um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo, que terão que substituir mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da Aids de mãe para filho. As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença. A pesquisa medirá sua capacidade de aceitar e usar o dispostivo.
"Devem estar certos de que o produto pode ser aceito antes de provar sua eficácia porque se as pessoas não gostarem do produto, que interesse tem?", diz a porta-voz da IPM Pamela Norick. Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015, segundo o IPM.
"Os anéis vaginais oferecem perspectivas extraordinárias porque oferecem discrição, eficácia e proteção contínua contra a Aids", destacou a organização em um comunicado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Aids é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 44 anos).
Anel vaginal contra a Aids é testado pela primeira vez na África
Se eficácia for comprovada, produto poderá ser comercializado em 2015, segundo cientistas