Chávez passou a receber no final de janeiro “tratamentos complementares que são as quimioterapias que se aplicam aos pacientes após as operações”, explicou Maduro à imprensa após uma missa pelo presidente no Hospital Militar de Caracas. O vice disse que foi o desejo de Chávez ser transferido de Havana para o Hospital Militar de Caracas, para receber “os tratamentos complementares mais intensos e duros”.
“Ele tem agora uma fortaleza superior aos tratamentos que está recebendo e se encontra animado”, afirmou Maduro. Chávez chegou a Caracas em 18 de fevereiro passado, após passar 70 dias internado em Havana, onde foi operado no dia 11 de dezembro.
Maduro explicou que o presidente enfrentou as operações anteriores “com a segurança de que sairia”, mas nesta última “havia a possibilidade de não escapar com vida”. Nas últimas dez semanas, os venezuelanos viram Chávez apenas em quatro fotos - junto com suas filhas mais velhas - tiradas no hospital de Havana.
Chávez, 58 anos e no poder desde 1999, foi diagnosticado com câncer em meados de 2011, e desde então foi operado em Cuba em quatro ocasiões, com posteriores ciclos de quimioterapia e radioterapia. Reeleito no dia 7 de outubro passado, Chávez não se apresentou para a posse no Legislativo em 10 de janeiro, como determinava a Constituição, mas o Supremo Tribunal de Justiça admitiu empossá-lo posteriormente.