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Em um documento de 122 páginas, a Anistia expõe uma série de exemplos de violações do coronel Kadhafi. "O Conselho Nacional de Transição (CNT) enfrenta a difícil tarefa de controlar os combatentes da oposição e os grupos paramilitares responsáveis por graves violações", salienta a Anistia, antes de criticar o próprio CNT.
"Os combatentes da oposição e seus partidários sequestraram, prenderam abritrariamente, torturaram e assassinaram ex-membros das forças de segurança suspeitos de serem leais a Kadhafi, enquanto capturaram soldados e cidadãos estrangeiros suspeitos erroneamente de serem mercenários", aponta o relatório.
A Anistia exemplifica o desrespeito à Humanidade com um caso ocorrido no início da insurgência: um grupo de soldados de Kadhafi capturado pelos rebeldes foram "espancados até a morte, dos quais ao menos três foram enforcados e outros mortos após terem sido capturados ou terem se rendido".
O documento reconhece, no entanto, que os crimes de guerra cometidos pela oposição são de "menor escala" frente aos do regime de Kadhafi. "As novas autoridades devem romper totalmente com as violações cometidas nas últimas quatro décadas e estabelecer novas normas que coloquem os direitos humanos no centro de seu programa", declarou Claudio Cordone, membro da direção-geral da Anistia Internacional.