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Anistia Internacional quer que Baby Doc seja processado por crimes contra humanidade

Ex-presidente do Haiti foi deposto por um revolta popular em decorrência de uma série de crimes atribuídos ao seu governo

Anistia Internacional quer que Baby Doc seja processado por crimes contra humanidade
Anistia Internacional quer que Baby Doc seja processado por crimes contra humanidade Foto : Hector Retamal / AFP / CP
A Anistia Internacional apelou nesta segunda-feira para que as autoridades do Haiti processem judiciamente o ex-presidente Jean-Claude Duvalier, conhecido como Baby Doc, 59 anos, que governou o país de 1971 a 1986. Depois, ele foi deposto por uma revolta popular em decorrência de uma série de crimes atribuídos ao governo. Ontem, Baby Doc voltou ao país, após 25 anos do protesto que o derrubou.

Para a Anistia Internacional, Baby Doc deve ser julgado por crimes contra a humanidade. "A generalizada e sistemática série de violações dos direitos humanos cometidas no Estado do Haiti durante a gestão Duvalier é considerada crime contra a humanidade”, recomendou o conselheiro especial da Anistia Internacional Javier Zuniga.

Ele acrescentou que “o Haiti é obrigado a processá-lo e a qualquer outra pessoa responsável por tais crimes”. Para o conselheiro, a onda de crimes no país foi generalizada e causou torturas sistemáticas e outros maus-tratos.

De acordo com a Anistia Internacional, centenas de pessoas desapareceram e foram executada no governo de Baby Doc. Havia a atuação de milícias ligadas às Forças Armadas e à Segurança Nacional de Voluntários. Essas milícias eram chamadas de Tonton Macoutes.

O retorno inesperado de Baby Doc ao Haiti ocorre no momento em que o país enfrenta uma crise política, uma epidemia de cólera e as dificuldades da reconstrução após o terremoto devastador do ano passado que matou mais de 250 mil pessoas.
 

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