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Antes de se render à polícia, autor do massacre na Noruega disse: “Já acabei”

Anders Behring Breivik matou mais de 80 pessoas na sexta-feira passada

“Já acabei.” Com essa frase, Anders Behring Breivik se entregou à polícia após o massacre na ilha de Utoya, sexta-feira passada, na Noruega. Depois disso, o assassino confesso se transformou e começou a falar muito, de acordo com o jornal do país Verdens Gango, que não explicou o que ele falou.

A polícia, porém, não quis confirmar essas informações. As autoridades encarregadas do distrito onde se encontra Utoya deram detalhes sobre a prisão de Breivik, que se entregou sem apresentar resistência.

Pouco antes de chegar à ilha e se aproximar da área do tiroteio, a equipe de intervenção gritou “Polícia! Estamos armados!”, contou Haavard Gaasbakk, que dirigiu o comando. Anders Behring Breivik então saiu de dentro da mata com as mãos para o alto. Sua arma foi localizada a cerca de 15 metros atrás dele.

Eram 18h27min no horário local, segundo a cronologia da polícia, uma hora e um minuto depois do primeiro alerta recebido, e 80 minutos depois do início do tiroteio, conforme a imprensa norueguesa.

O tempo que as forças policiais demorou em agir diante do massacre provocou críticas, especialmente dos sobreviventes. Quando teve início o tiroteio, a polícia e os serviços de socorro estavam concentrados no bairro governamental de Oslo, devastado pela explosão de um carro-bomba cerca de três horas antes.

Devido à carência de um helicóptero, a operação em Utoya enfrentou dificuldades, ainda mais quando o barco da polícia sofreu uma avaria no motor, segundo o relato dos fatos divulgados na quarta-feira. Mas, segundo a polícia, esta falha os fez ganhar tempo, pois a equipe se dividiu em duas e embarcou em duas naves civis, mais rápidas.

Além disso, o chefe da equipe policial que prendeu o autor confesso da matança disse estar orgulhoso do trabalho de seus homens. “Foram muito sólidos e demonstraram uma grande coragem”, disse Haavard Gaasbak à imprensa.

O chefe policial contou à imprensa como chegou à ilha à frente de outros nove homens, e como prenderam o atirador, que disparou por mais de uma hora contra um acampamento de verão trabalhista que contava com a participação de cerca de 600 pessoas. No tiroteio morreram 68 pessoas. Além disso, outras oito pessoas morreram após a explosão de um carro bomba pouco antes no bairro dos ministérios, no centro de Oslo.

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