Junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe de Estado cubano, Raúl Castro, disse nesta quarta-feira "lamentar" a morte do prisioneiro político cubano Orlando Zapata após greve de fome de dois meses e meio.
"Não existem torturados, não houve torturados, não houve execução. Isso acontece na base de Guantánamo", afirmou Raúl a jornalistas que participaram de um ato celebrado em Puerto de Mariel. A morte do dissidente, reconhecido pela Anistia Internacional como prisioneiro de consciência, ocorreu nesta terça-feira. O fato ocorreu logo que Lula chegou ao país. Pelo menos 50 presos políticos haviam pedido a ele, em carta aberta, que intercedesse junto a Raúl Castro pela libertação dos prisioneiros políticos e pelo caso de Zapata.
Orlando Zapata, de 42 anos, morreu em um hospital de Havana, em decorrência de uma greve de fome de mais de dois meses para protestar contra suas condições de detenção.
Ao lado de Lula, Raúl Castro lamenta a morte de prisioneiro político cubano
Orlando Zapata fazia greve de fome há dois meses e meio