Os manifestantes pediram justiça na investigação da morte de Mark Duggan, 29 anos, pai de quatro filhos. "Ele não era um rapaz violento. Estava envolvido com algumas coisas, mas não era agressivo. Nunca fez mal a ninguém", lamentou uma mulher de 53 anos, amiga de Duggan.
Um ônibus de dois andares e vários prédios foram incendiados. Caixas automáticos, lojas e supermercados foram saqueados. Este episódio de violência é o mais grave registrado nos últimos anos nos subúrbios da capital britânica. Nos últimos meses, ocorreram vários protestos em alguns bairros organizados por estudantes e sindicatos.
O controle da principal rua de Tottenham foi retomado à noite com dificuldade pela polícia, que enfrentou uma multidão enfurecida que reagiu com coquetéis molotov e pedras. "O mais importante é garantir a segurança pública. Nosso primeiro objetivo é restabelecer a normalidade", disse o comandante da polícia local, Stephen Watson, que reconheceu que as forças de segurança subestimaram o potencial da violência dos incidentes.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, classificou o vandalísmo como "inaceitável" e afirmou que "nada justifica o ataque à polícia e à população ou que se destrua propriedades".