Segundo as autoridades, o sacrifício do animal – recorrente em momentos importantes da vida — será parte crucial do evento. Um funeral é uma cerimônia complicada, que envolve se comunicar com os ancestrais e permitir que o espírito da pessoa que se foi descanse”, declarou o chefe Jonginyaniso Mtirara, do clã Thembu, ao qual Mandela pertencia. Derramar o sangue do animal é parte importante do processo”, acrescentou.
Durante a cerimônia, Mandela será tratado como “Dalibhunga”, o nome que lhe deram aos 16 anos no rito de iniciação à vida adulta. Seu corpo será recebido ao grito de “Aaah! Dalibhunga!”, que se repetirá durante a cerimônia. Os xhosa utilizarão o traje típico dos funerais, branco e azul, adornado com colares.
Devido a críticas, a comissão de assuntos tradicionais regional pediu que o governo não interfira na organização da cerimônia. "Se o governo intervier, os anciões não o aceitarão e não será bem-vindo, e isso terá um efeito pernicioso nos membros da família, porque o espírito voltará para persegui-los”, explicou o chefe da comissão, Nokuzola Mdenge.