O país vive uma onda de violência que deixou mais de 50 mil mortos desde que o governo do presidente Felipe Calderón iniciou, em dezembro de 2006, uma ofensiva contra os cartéis das drogas. O outro grande problema a ser enfrentado é a pobreza. Para Nicolás Lazo, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), Peña Nieto "deve aprofundar" as políticas para erradicar este mal que afeta metade dos 112 milhões de mexicanos.
O candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI) proclamou sua vitória e de seu partido, que governou o país durante 71 anos, depois que o Instituto Federal Eleitoral (IFE) anunciou que ele recebeu entre "37,93% e 38,55%" dos votos, de acordo com uma apuração preliminar de uma mostra de 7,5 mil das 143 mil urnas do país.
O IFE informou que o esquerdista Andrés Manuel López Obrador recebeu entre 30,9% e 31,86% dos votos, enquanto a candidata do atual governo, Josefina Vázquez, do Partido Ação Nacional (PAN), ficou com 25,1% a 26,03%. López Obrador anunciou, no entanto, que aguardará o resultado definitivo para fazer um pronunciamento. "Ainda não está dita a última palavra. Temos informações que indicam outra coisa", afirmou.
"Assumo o mandato que os mexicanos me concederam", disse Peña Nieto ao proclamar a vitória. Também afirmou que não fará pacto ou trégua com o crime organizado, mas que mudará de estratégia, em discurso interrompido por gritos de "presidente" na sede do partido. Peña Nieto também se comprometeu a buscar "uma economia que gere empregos e distribua melhor a riqueza para combatir a pobreza e desigualdade".
Quase 80 milhões mexicanos estavam registrados para votar em uma eleição em turno único para escolher o sucessor de Felipe Calderón e renovar as duas Câmaras do Congresso. "Quiero felicitá-lo sinceramente. Meu governo tem a absoluta disposição de colaborar com sua equipe, para garantir que a mudança de administração aconteça de maneira ordenada, transparente e eficaz", disse Calderón.