Morales se envolveu em uma polêmica nesta semana depois que o avião em que ele estava foi impedido de sobrevoar os espaços aéreos de França, Itália, Portugal e Espanha, diante da suspeita de que transportava na aeronave o homem procurado pelos Estados Unidos. Edward Snowden está refugiado há dias no Aeroporto de Moscou. Ele é acusado de vazar informações sobre o esquema de espionagem do governo americano.
O boliviano partiu de Viena na manhã de quarta-feira, onde realizou um pouso de emergência depois de deixar Moscou. Várias horas depois, Paris, Lisboa e Itália voltaram a conceder a permissão ao avião presidencial boliviano, que permaneceu em Viena até receber a autorização espanhola.
O avião da Força Aérea Boliviana realizou ainda escalas técnicas na ilha de Gran Canária, na Espanha, e em Fortaleza. La Paz insiste que os quatro países europeus impediram o uso de seu espaço aéreo por pressões de Washington. Após 17 horas de viagem, Morales chegou a Bolívia na quarta-feira à noite.
Um dia depois, reunidos em Cochabamba, os presidentes Ollanta Humala (Peru), Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Nicolás Maduro (Venezuela) e Dési Bouterse (Suriname) aprovaram declaração em que cobram explicações e pedido de desculpas dos governos da França, da Itália, de Portugal e da Espanha sobre o veto ao avião do presidente de Evo Morales.