O argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz 1980, pediu neste final de semana ao presidente russo Vladimir Putin a libertação dos ativistas. "Como o senhor assumiu publicamente, os ambientalistas do Greenpeace não são piratas. A organização há mais de 40 anos trabalha por nosso planeta sempre de maneira pacífica", afirmou ele em uma carta. "Por isso é incompreensível a prisão preventiva de cada um deles e a investigação que foi aberta", conclui.
Na última quinta-feira, um tribunal distrital da cidade de Murmansk, no Norte da Rússia, já havia ordenado a detenção de 22 membros da tripulação por suspeita de pirataria. Investigadores russos acusaram os ativistas de pirataria - crime passível de até 15 anos de prisão - depois que dois deles tentaram escalar uma plataforma da Gazprom no Mar de Barents. O grupo nega o crime e diz que autoridades russas embarcaram ilegalmente em seu navio em águas internacionais.