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Após prisões, Greenpeace emite comunicado falando de intimidações

Bióloga gaúcha foi condenada a dois meses de detenção

Bióloga gaúcha foi condenada a dois meses de detenção
Bióloga gaúcha foi condenada a dois meses de detenção Foto : Dmitri Sharomov / AFP / CP
Um tribunal russo ordenou neste domingo a detenção, por dois meses, de mais oito membros da tripulação do navio do Greenpeace usado em um protesto contra a prospecção de petróleo no Ártico. Entre eles está a gaúcha Ana Paula Maciel. Em comunicado, o diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, destacou que a decisão é uma "tentativa de intimidar qualquer um que tente evitar uma corrida do petróleo no Ártico".

O argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz 1980, pediu neste final de semana ao presidente russo Vladimir Putin a libertação dos ativistas. "Como o senhor assumiu publicamente, os ambientalistas do Greenpeace não são piratas. A organização há mais de 40 anos trabalha por nosso planeta sempre de maneira pacífica", afirmou ele em uma carta. "Por isso é incompreensível a prisão preventiva de cada um deles e a investigação que foi aberta", conclui.

Na última quinta-feira, um tribunal distrital da cidade de Murmansk, no Norte da Rússia, já havia ordenado a detenção de 22 membros da tripulação por suspeita de pirataria. Investigadores russos acusaram os ativistas de pirataria - crime passível de até 15 anos de prisão - depois que dois deles tentaram escalar uma plataforma da Gazprom no Mar de Barents. O grupo nega o crime e diz que autoridades russas embarcaram ilegalmente em seu navio em águas internacionais.

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