O primeiro terremoto, de 5,8 graus, aconteceu às 7h GMT (4h horário de Brasília) perto de Modena e foi sentido em todo o nordeste da península. Dois abalos secundários com magnitude superior a cinco graus foram registrados poucas horas depois na mesma região, a Emilia-Romagna, uma das mais populosas e industrializadas.
Três pessoas morreram em San Felice de Panaro no desabamento de uma fábrica. Duas pessoas faleceram na cidade de Mirandola, uma em Concordia e outra em Finale, anunciou o capitão da polícia de Modena, Salvatore Iannizzotto. "Vamos superar este momento", anunciou emocionado o presidente da República, Giorgio Napolitano.
O padre de Rovereto di Novi também faleceu no terremoto, mas as autoridades negaram a notícia da morte do pároco da catedral de Carpi. Em declarações feitas pelo porta-voz do Papa, Bento XVI manifestou "sua dor e proximidade" com as vítimas. O número de mortos ainda é provisório e as autoridades locais coordenam os trabalhos de emergência. "É um desastre, um desastre", comentou atônito o prefeito de San Felice sul Panaro.
Lá, três trabalhadores, um italiano, um marroquino e um indiano morreram no desabamento de uma fábrica. "A fábrica ficou destruída, já não estamos seguros aqui", queixou-se um funcionário indiano enquanto abraçava outros compatriotas.
Escolas, escritórios e estações de trem são fechadas
Em Bolonha, uma das principais cidades da Itália, a estação central de trens foi fechada, as linhas telefônicas precisaram ser cortadas por duas horas e a sede da prefeitura foi esvaziada. Em Mirandola, várias igrejas e a catedral sofreram danos. Na Toscana, em particular em Florença e em Pisa, os escritórios públicos foram evacuados por precaução.
A maioria das escolas da região foram fechadas por medo de tremores secundários. Em Veneza, uma estátua caiu perto da praça Piazzale Roma, gerando pânico entre os turistas. Em Parma, no hotel onde a seleção italiana está hospedada, os jogadores correram para as ruas. A Federação Italiana de Futebol cancelou o amistoso que estava programado para quarta-feira contra Luxemburgo.
O tremor também foi sentido em Bolzano, perto da fronteira com a Áustria, e em Milão, observou um jornalista da AFP. Depois do terremoto de 20 de maio, o governo decretou estado de emergência na semana passada e liberou 50 milhões de euros para operações de resgate.