"Não foi um encontro programado", enfatizou Rhodes. "Por, sobretudo, hoje se tratar de honrar Nelson Mandela, o presidente se concentrou nisso durante o serviço fúnebre. Apreciamos que pessoas de todo o mundo estejam participando dessa cerimônia", acrescentou. "Quando Obama se dirigia à tribuna, apertou as mãos de todo mundo em seu caminho. Não fez outra coisa a não ser trocar saudações com os dirigentes", acrescentou o porta-voz no voo de regresso de Johannesburgo para Washington.
O aperto de mãos se tornou uma das principais notícias da cerimônia no estádio de Soweto, onde aconteceu a homenagem ao líder sul-africano falecido na última quinta-feira, aos 95 anos. Obama apertou as mãos de Castro antes de subir na tribuna para discursar. Minutos depois, em uma clara crítica a países como Cuba, afirmou que aqueles que reivindicam o legado de Mandela devem honrar seu significado eliminando restrições à liberdade. "O aperto de mãos veio com reprimenda. É um bom equilíbrio", comentou o especialista em América Latina do centro de estudos Atlantic Council Peter Schechter.
Em Cuba, a página de Internet oficialista Cubadebate.cu considerou o gesto animador, mas Rhodes garantiu que o episódio não muda em nada a postura do governo Obama. Nos últimos tempos, porém, alguns movimentos mais "simpáticos" dos Estados Unidos têm sido registrados em relação à ilha. Desde que Obama chegou ao poder em 2009, "adotamos um enfoque diferente" dos governos anteriores, sobretudo, com a flexibilização das viagens a Cuba, disse o conselheiro do presidente. Mas, "ao mesmo tempo, continuamos tendo grandes preocupações, tanto a respeito da situação dos direitos humanos em Cuba quanto em relação a Alan Gross, que deveria ser libertado imediatamente", acrescentou.