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Aperto de mãos de Obama em Castro foi espontâneo, garante Casa Branca

Porta voz enfatizou que o presidente norte-americano "apenas" cumprimentou todos os líderes mundiais

Aperto de mãos de Obama em Castro foi espontâneo, garante Casa Branca
Aperto de mãos de Obama em Castro foi espontâneo, garante Casa Branca Foto : AFP
O aperto de mão, nesta terça-feira, entre o presidente americano, Barack Obama, e o cubano, Raúl Castro, não foi programado. A "espontaneidade" foi garantida pelo conselheiro adjunto de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Ben Rhodes. Ambos se encontraram, nesta terça-feira, na homenagem prestada ao falecido líder sul-americano Nelson Mandela, em Johannesburgo.

"Não foi um encontro programado", enfatizou Rhodes. "Por, sobretudo, hoje se tratar de honrar Nelson Mandela, o presidente se concentrou nisso durante o serviço fúnebre. Apreciamos que pessoas de todo o mundo estejam participando dessa cerimônia", acrescentou. "Quando Obama se dirigia à tribuna, apertou as mãos de todo mundo em seu caminho. Não fez outra coisa a não ser trocar saudações com os dirigentes", acrescentou o porta-voz no voo de regresso de Johannesburgo para Washington.

O aperto de mãos se tornou uma das principais notícias da cerimônia no estádio de Soweto, onde aconteceu a homenagem ao líder sul-africano falecido na última quinta-feira, aos 95 anos. Obama apertou as mãos de Castro antes de subir na tribuna para discursar. Minutos depois, em uma clara crítica a países como Cuba, afirmou que aqueles que reivindicam o legado de Mandela devem honrar seu significado eliminando restrições à liberdade. "O aperto de mãos veio com reprimenda. É um bom equilíbrio", comentou o especialista em América Latina do centro de estudos Atlantic Council Peter Schechter.

Em Cuba, a página de Internet oficialista Cubadebate.cu considerou o gesto animador, mas Rhodes garantiu que o episódio não muda em nada a postura do governo Obama. Nos últimos tempos, porém, alguns movimentos mais "simpáticos" dos Estados Unidos têm sido registrados em relação à ilha. Desde que Obama chegou ao poder em 2009, "adotamos um enfoque diferente" dos governos anteriores, sobretudo, com a flexibilização das viagens a Cuba, disse o conselheiro do presidente. Mas, "ao mesmo tempo, continuamos tendo grandes preocupações, tanto a respeito da situação dos direitos humanos em Cuba quanto em relação a Alan Gross, que deveria ser libertado imediatamente", acrescentou.


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