Tropas do governo que tentam reprimir os opositores do presidente Bashar al-Assad mataram pelo menos 400 pessoas após o sexto dia de ofensivas implacáveis, projetaram os grupos opositores. "Os morteiros estão caindo em cima de nós e as forças do regime estão usando artilharia pesada", disse Ali Hazuri, um médico no distrito de Baba Amr contatado por telefone de Beirute.
Omar Shaker, um ativista em Baba Amr também por telefone, acrescentou que moradores estavam escondidos no térreo dos prédios, já que não há abrigos subterrâneos. "Quando você se aventura do lado de fora, vê crateras a cada dez metros", disse ele.
Em Washington, o presidente americano, Barack Obama, denunciou o "banho de sangue atroz" que, segundo ele, está ocorrendo na Síria, em ocasião de um encontro na Casa Branca com o primeiro-ministro italiano, Mario Monti. O primeiro-ministro britânico, David Cameron também foi enfático em pronunciamento: "É muito claro que este é um regime que está extremamente determinado a matar e mutilar seus próprios cidadãos".
Um médico de Baba Amr disse que um hospital de campanha foi atingido na quarta-feira e "um socorrista da Cruz Vermelha perdeu as duas pernas em um ataque". O CICV informou que ele devia estar se referindo ao Crescente Vermelho. Em outras localidades, sete membros das forças de segurança morreram em uma emboscada de rebeldes a dois ônibus na cidade de Daraa (sul), berço da revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad, segundo o Observatório.
Sobre o mesmo incidente, a agência de notícias estatal Sana relatou que as autoridades realizaram prisões enquanto frustraram um tentativa de roubo de uma carreta em Daraa. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon disse na quarta-feira que a "brutalidade espantosa" dos ataques a Homs "é um sombrio prenúncio de que o pior está por vir".
Ele sugeriu o envio de uma missão de observação para a Liga Árabe, mas a ideia teve uma morna recepção pelas potencias ocidentais".O líder do bloco pan-árabe, que suspendeu sua missão de monitoramento de um mês a Síria dia 28 de janeiro, conversou com Ban sobre a missão proposta, que incluiria um enviado da ONU. O líder da ONU disse que seriam realizadas consultas com a Liga Árabe e com membros do Conselho de Segurança nos próximos dias, "antes de divulgar detalhes".
A França declarou que é preciso haver garantias para a missão. A Alemanha afirmou que essa é uma ideia "muito séria", mas também que as condições necessárias antes de um esforço conjunto poderiam ser oferecidas".
Ban atacou a Rússia e a China pela firme recusa em apoiar as resoluções da ONU condenando a violência na Síria e dizendo que isso encorajou o regime de Assad a continuar sua repressão.
Moscou, um aliado de longa data do regime de Damasco, insistiu que qualquer solução para por fim a quase um ano de matança deve vir de dentro da Síria. Contudo, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido rejeitaram esses argumentos enquanto aumentam a pressão sobre a Síria para mudar de rumo. Apesar do banho de sangue incessante, ativistas pediram aos sírios para saírem às ruas em uma grande manifestação contra a Rússia na sexta-feira.