"Vamos investigar isto de forma exaustiva e cooperar com as autoridades", disse a porta-voz da Apple em Pequim, Carolyn Wu, ao manifestar suas condolências à família da vítima. Segundo a agência oficial de notícias Nova China, a polícia local confirmou que Ma Ailun morreu eletrocutada, mas ainda investiga a relação com o uso do smartphone.
A rede de televisão estatal CCTV informou que foram encontrados sinais de queima em ambos os lados do iPhone e que o carregador utilizado não era o que a Apple entrega com seus aparelhos vendidos na China. A irmã de Ma adverte em sua conta no Weibo aos usuários do iPhone para jamais atenderem chamadas com o aparelho ligado à tomada.
Os internautas chineses reagiram à informação com uma mescla de preocupação e ceticismo. A China é o segundo mercado mundial da Apple e seus produtos - muitos produzidos por chineses - são populares no país.
A Apple foi criticada em abril passado pelo Diário do Povo, jornal do Partido Comunista, por sua "arrogância" e por tratar os chineses como estrangeiros em matéria de serviços pós-venda. O diretor da Apple, Tom Cook, pediu "desculpas sinceras" em uma carta escrita em chinês e admitiu que a companhia "ainda tem muito a aprender" sobre como operar na China.