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Argentina lança projeto para demarcar nova plataforma continental, que inclui Ilhas Malvinas

É uma demarcação "concedida pela comissão técnica das Nações Unidas em 2016", anunciou o ministro das Relações Exteriores

Nova delimitação foi proposta pela Argentina em 2009, após mais de uma década de estudo
Nova delimitação foi proposta pela Argentina em 2009, após mais de uma década de estudo Foto : Juan Mabromata / AFP / CP

A Argentina busca transformar em lei uma nova demarcação de sua plataforma continental além de 320 quilômetros, que cobrirá as Ilhas Malvinas, cuja soberania disputa com a Grã-Bretanha, anunciou o ministro das Relações Exteriores Felipe Solá nessa quarta-feira. É uma demarcação "concedida pela comissão técnica das Nações Unidas em 2016", explicou Solá. "Agora vamos transformá-la em uma lei nacional", acrescentou.

A nova delimitação foi proposta pela Argentina em 2009, após mais de uma década de estudo. "É uma segunda Argentina que nos pertence, que é inerente à própria Argentina, tem 1.300.000 km², cobrindo obviamente as Ilhas Malvinas, Georgias e Sandwich e adjacentes. A Argentina tem direito ao leito, ao subsolo e, obviamente, à coluna d'água. superior", indicou o chanceler.

"Boa parte dessa plataforma é usurpada pelo Reino Unido e é a questão conflitante que nos motiva a fazer disso uma lei", declarou. Segundo o ministro, "estabelecer por lei a publicação das coordenadas da plataforma continental argentina aumentará a segurança jurídica para a concessão de permissões cujo objetivo é a exploração de hidrocarbonetos, minerais e espécies sedentárias".

Dois outros projetos apresentados buscam criar um Conselho Consultivo Nacional para as Políticas das Malvinas, que elabora políticas estatais com relação às Ilhas e aumenta as sanções para quem pratica pesca ilegal nas águas argentinas, segundo um comunicado oficial.

O anúncio foi feito para comemorar nesta quarta-feira o dia da afirmação dos direitos argentinos sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e os espaços marítimos ao redor.

O presidente Alberto Fernández confirmou no Twitter a "demanda pacífica pelo fim do colonialismo e o pleno exercício da soberania" sobre as Malvinas, enquanto um vídeo do Ministério das Relações Exteriores insistia na "necessidade de retomar as negociações bilaterais o mais rápido possível".

A disputa pela soberania das Malvinas levou Argentina e Grã-Bretanha a se enfrentarem em 1982, em uma guerra que durou 74 dias e terminou com a rendição do país sul-americano. No conflito, 649 argentinos e 255 britânicos morreram.