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Armas apreendidas em navio norte-coreano vieram de Cuba

Sistema de mísseis foi encontrado sob toneladas de açúcar no Canal do Panamá

Sistema de mísseis foi encontrado sob toneladas de açúcar no Canal do Panamá
Sistema de mísseis foi encontrado sob toneladas de açúcar no Canal do Panamá Foto : AFP
O misteriosos caso navio apreendido no Panamá com toneladas de armamentos sob carga de açúcar foi solucionado na tarde desta terça-feira. Cuba reconheceu que as armas encontradas numa embarcação norte-coreana são suas e que seguiam para reparo e posterior devolução à Ilha, segundo o ministério cubano das Relações Exteriores.

"No navio citado (cargueiro Chong Chon Gang) são transportadas 240 toneladas de armamento defensivo obsoleto - duas baterias de mísseis antiaéreos Volga e Pechora, nove mísseis em partes, dois aviões Mig-21 Bis e 15 turbinas deste tipo de aparelho - tudo fabricado em meados do século passado - para ser reparado e devolvido ao nosso país", afirmou a chancelaria.

O governo justificou o envio de armamento, proibido por sanções internacionais à Coreia do Norte, é a forma que o país tem de manter a segurança de suas fronteiras. "Os acordos firmados por Cuba nesta esfera se sustentam na necessidade de manter nossa capacidade defensiva para preservar a soberania nacional", destaca a chancelaria em nota oficial, divulgada quase 24 horas após o Panamá informar que encontrou as armas no cargueiro norte-coreano.

O Panamá segue inspecionando o navio norte-coreano procedente de Cuba no qual foi encontrado, sob toneladas de açúcar, sistemas de disparo de mísseis antiaéreos de fabricação russa. No cargueiro havia açúcar, mas quando "começamos a descarrega-la encontramos contêineres que acreditamos que contenham um equipamento sofisticado de mísseis e isso não é permitido", disse o presidente Ricardo Martimelli, um dono de supermercados que entrou para a política há poucos anos.


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