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Artigos encontrados na casa de vítimas de matança não são perigosos, diz polícia

Família britânica foi encontrada morta na semana passada nos Alpes franceses

Família Al Hilli, de origem iraquiana, morava na localidade de Claygate, ao sul de Londres
Família Al Hilli, de origem iraquiana, morava na localidade de Claygate, ao sul de Londres Foto : Max Nash / AFP / CP
Os artigos suspeitos encontrados na casa da família das vítimas britânicas da matança nos Alpes franceses "não são perigosos", informou a polícia do condado inglês de Surrey, ao sul de Londres. As autoridades britânicas que colaboram com as francesas no caso, enviaram nesta segunda-feira uma unidade antibombas à casa do britânico de origem iraquiana Saad al-Hilli, depois da descoberta no jardim do que uma fonte ligada à investigação chamou de "substâncias potencialmente explosivas".

"A polícia de Surrey pode confirmar que os artigos encontrados esta manhã não são perigosos", afirma um comunicado. "Os artigos foram encontrados hoje quando a revista da propriedade foi ampliada do edifício principal para as construções anexas no jardim", completa a nota, segundo a qual o envio da unidade do esquadrão antibombas foi uma "medida de precaução".

A polícia informou que os vizinhos que foram retirados de suas casas receberam autorização para retornar a suas residências e o cordão de isolamento foi novamente reduzido à casa do britânico de origem iraquiana Saad al-Hilli, encontrado morto com a esposa, a sogra e um ciclista perto do lago de Annecy.

O automóvel de Saad, um engenheiro de 50 anos, foi localizado na quarta-feira em uma estrada florestal próxima de Chevaline, na área do lago de Annecy, nos Alpes franceses, onde passava férias com a família. Dentro do veículo foram encontrados os corpos do engenheiro e de sua esposa, Iqbal, também natural de Bagdá, e da mãe desta, também iraquiana, mas de nacionalidade sueca. Ao lado, estava um ciclista francês de 45 anos, vítima colateral do que parece ter sido a execução de toda a família.

As duas filhas do casal, de quatro e sete anos, sobreviveram ao massacre. A mais velha saiu do coma induzido, mas continua sendo tratada com sedativos. Os investigadores pretendem ouvir o depoimento de Zainab al-Hilli, que saiu do coma no domingo, depois de passar por duas operações.

A autorização médica só deve sair dentro de vários dias e a audiência acontecerá no hospital de Grenoble. Zainab, que foi violentamente agredida na cabeça e recebeu um tiro no ombro, é considerada uma testemunha essencial, já que viu os assassinos dos pais. A irmã mais nova, Zeena, que escapou ilesa por ficar escondida sob as pernas da mãe e não viu nada, retornou do domingo a Grã-Bretanha acompanhada por dois parentes.

O irmão de Said al-Hilli, Zaid, prestava depoimento na qualidade de testemunha pelo terceiro dia consecutivo no Reino Unido. Zaid al-Hilli se apresentou voluntariamente à polícia na quinta-feira e foi interrogado no sábado e domingo.

Até o momento, a polícia não divulgou nenhuma informação sobre o conteúdo e o local dos depoimentos. Os investigadores tentam averiguar informações sobre um possível conflito financeiro entre os dois irmãos e tentam obter pistas que permitam elucidar esta misteriosa matança.

De acordo com fontes francesas, apenas uma arma foi utilizada no crime. Vinte e cinco cápsulas foram encontradas no local do crime, o que em um primeiro primeiro momento levou os investigadores a supor que várias armas haviam sido utilizadas. A arma utilizada foi uma pistola de calibre 7,65, considerado antigo pelos especialistas. A perícia, no entanto, deve ser aprofundada e confirmada, segundo as fontes.

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