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Artista plástico chinês Ai Weiwei pede ajuda para refugiados

Pintor e escultor e artista trabalha em uma obra sobre os migrantes

Artista chinês Ai Weiwei pede ajuda para refugiados
Artista chinês Ai Weiwei pede ajuda para refugiados Foto : Christof Stache / AFP / CP
O artista e dissidente político chinês Ai Weiwei pediu nesta sexta-feira em Londres ao Ocidente que faça mais para ajudar os refugiados, na apresentação de sua retrospectiva na Royal Academy of Arts. "É uma situação muito urgente (...) que durará bastante tempo e que exige um esforço mundial", estimou Ai, que volta a Londres pela primeira vez em cinco anos. Criador polivalente, pintor, escultor e artista plástico, Ai Weiwei também é um duro crítico do regime comunista chinês.

"Acredito que os países ocidentais têm que entrar em acordo para ajudar uns aos outros, e encontrar o melhor modo de administrar esta situação", acrescentou, confirmando que trabalha em uma obra sobre os refugiados.

Nesta mesma sexta-feira, mais de 100 personalidades britânicas pediram ao seu governo que acolha mais refugiados que os 20 mil prometidos pelo primeiro-ministro David Cameron. Entre os signatários estão os atores Benedict Cumberbatch e Keira Knightley.

A retrospectiva de Ai na Royal Academy of Arts de Londres fica aberta ao público de sábado, 19 de setembro, a 13 de dezembro. Ai Weiwei pôde sair da China depois de recuperar seu passaporte, que esteve nas mãos das autoridades por quatro anos, e primeiro viajou à Alemanha.

A impossibilidade de viajar afetou profundamente sua família e ele mesmo, disse Ai, mas especialmente seu filho, que sofria pesadelos. O artista admitiu que precisa trabalhar com cautela em seu país natal: "se quer que exponham suas obras, tem que ser muito prudente. Lá sempre há censura e autocensura".