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Assad confirma que colocará arsenal químico sob controle

Presidente sírio afirmou que decisão não foi motivada por ameaças dos EUA

Tropas do governo sírio vão às ruas no país
Tropas do governo sírio vão às ruas no país Foto : AFP / CP
O presidente da Síria Bashar al-Assad confirmou nesta quinta-feira que a Síria vai colocar sob controle internacional arsenal químico e enviar documentos à Organização das Nações Unidas (ONU) para assinar um acordo neste sentido. "A Síria colocará suas armas químicas sob controle internacional por causa da Rússia", declarou falando ao canal público russo Rossia 24.

Entretanto, Assad afirmou que a decisão não foi motivada pelas ameaças de ataques americanas "As ameaças dos Estados Unidos não influenciaram", acrescentou.

Relatório de inspeção da ONU deve ser divulgado na segunda-feira

Segundo  o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, o relatório dos inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o uso de armas químicas na Síria provavelmente será publicado na segunda-feira. "Vai dizer que aconteceu um massacre químico", declarou. "Certamente terá indicações sobre a origem do ataque, cometido em 21 de agosto perto de Damasco e que provocou centenas de mortes", completou o chanceler francês.

Fabius disse ainda que o governo sírio é o responsável pelos ataques com armas químicas. "Como apenas o regime tinha os estoques, os vetores e o interesse em fazê-lo, é possível chegar à conclusão de que o governo de Bashar al-Assad é responsável", completou.

A França não tem dúvidas sobre a responsabilidade do governo sírio, mas o presidente russo Vladimir Putin afirma em um artigo publicado nesta quinta-feira no jornal New York Times que foi um crime cometido pelos rebeldes. "Não é verdade. É uma versão que os russos desenvolvem há muito tempo", disse Fabius. "Putin faz seu jogo", completou.

No final de agosto, o grupo de 13 especialistas investigou o suposto uso de armas químicas no ataque contra um subúrbio da capital síria, por parte do regime do presidente Bashar al-Assad. Segundo a Casa Branca, o atentado deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças.



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