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Assad diz a Annan que aceitará iniciativa honesta de paz

Enviado da ONU conversou com presidente da Síria sobre crise no país

Assad apoiará esforços sinceros, mas alerta para terroristas
Assad apoiará esforços sinceros, mas alerta para terroristas Foto : SANA / AFP
O presidente da Síria, Bashar Assad, prometeu neste sábado ao emissário internacional de paz Kofi Annan que irá apoiar qualquer iniciativa "honesta" de paz, mas advertiu que o diálogo não irá adiante se os rebeldes continuarem a atacar, informou a mídia estatal síria.

"A Síria está pronta para contribuir para o sucesso de qualquer iniciativa honesta de busca por uma solução" para seu conflito interno, disse Assad a Annan, segundo despacho da agência estatal de notícias Sana.

O líder sírio advertiu, no entanto, que "nenhum diálogo ou processo político poderá ter êxito enquanto houver grupos terroristas atuando para semear o caos e desestabilizar o país com ataques a soldados e civis", prossegue a Sana.

Annan foi à Síria na tentativa de negociar o fim da crise política e da onda de violência no país. O esforço, segundo o embaixador da ONU, visa a obter um acordo de paz por meios pacíficos, sem uso militar nem intervenção externa. Mas a oposição avisou que não está disposta a negociar com Assad.

Nos últimos dias, as tropas sírias têm intensificado os ataques principalmente em Idleb, na fronteira com a Turquia. Porém, há exatamente um ano a Síria vive sob clima de guerra. Manifestantes contrários ao governo confrontam-se com os agentes de segurança. A estimativa é que mais de 8 mil pessoas morreram entre 2011 e 2012.

No mesmo dia da visita do enviado da ONU e da Liga Árabe, há informações que o Exército sírio bombardeou violentamente Idleb. “Foram os bombardeios mais violentos desde o envio de reforços de tropas esta semana para Idleb”, disse o chefe da organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanitários (OSDH), Rami Abdel Rahmane.

De acordo com militantes, o maior número de rebeldes do Exército Sírio Livre na Síria está concentrado na província de Idleb. A região de Homs também é alvo de ataques de forças leais ao governo Assad. Mas o presidente nega, informando que apenas reage às ações terroristas.



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