"A Síria está pronta para contribuir para o sucesso de qualquer iniciativa honesta de busca por uma solução" para seu conflito interno, disse Assad a Annan, segundo despacho da agência estatal de notícias Sana.
O líder sírio advertiu, no entanto, que "nenhum diálogo ou processo político poderá ter êxito enquanto houver grupos terroristas atuando para semear o caos e desestabilizar o país com ataques a soldados e civis", prossegue a Sana.
Annan foi à Síria na tentativa de negociar o fim da crise política e da onda de violência no país. O esforço, segundo o embaixador da ONU, visa a obter um acordo de paz por meios pacíficos, sem uso militar nem intervenção externa. Mas a oposição avisou que não está disposta a negociar com Assad.
Nos últimos dias, as tropas sírias têm intensificado os ataques principalmente em Idleb, na fronteira com a Turquia. Porém, há exatamente um ano a Síria vive sob clima de guerra. Manifestantes contrários ao governo confrontam-se com os agentes de segurança. A estimativa é que mais de 8 mil pessoas morreram entre 2011 e 2012.
No mesmo dia da visita do enviado da ONU e da Liga Árabe, há informações que o Exército sírio bombardeou violentamente Idleb. “Foram os bombardeios mais violentos desde o envio de reforços de tropas esta semana para Idleb”, disse o chefe da organização não governamental (ONG) Observatório Sírio dos Direitos Humanitários (OSDH), Rami Abdel Rahmane.
De acordo com militantes, o maior número de rebeldes do Exército Sírio Livre na Síria está concentrado na província de Idleb. A região de Homs também é alvo de ataques de forças leais ao governo Assad. Mas o presidente nega, informando que apenas reage às ações terroristas.