A rede de TV americana CNN divulgou durante todo o sábado uma série de vídeos em que aparecem corpos de vítimas de convulsões e de crianças, que teriam sido alvos dos ataques com armas químicas. Treze vídeos fornecidos por fontes independentes foram exibidos com exclusividade pela CNN, que não garantiu a sua autenticidade.
De acordo com o correspondente da CBS, Assad diz que não há evidências sobre o uso de armas químicas no ataque. "Ele negou que soubesse que houve um ataque químico, não obstante o que foi dito na gravação. Ele disse que não há evidências suficientes para chegar a um julgamento conclusivo", acrescentou Rose. "A coisa mais importante, segundo ele, é que 'não há evidência de que eu usei armas químicas contra meu próprio povo'", afirmou ainda.
O governo de Barack Obama vem sem esforçando, nos últimos dias, para convencer os congressistas e a opinião pública da necessidade de uma intervenção limitada na Síria em resposta ao ataque químico. Mas Assad desafiou o governo Obama a apresentar provas que justifiquem a intervenção militar contra seu país. "Ele disse que não necessariamente sabe se haverá um ataque militar. Mas disse que estão obviamente preparados o máximo que podem para um ataque", afirmou o jornalista.
O ditador sírio também enviou "uma mensagem ao povo americano de que não será uma boa experiência para eles se envolverem nas guerras do Oriente Médio e seus conflitos". "Eles deveriam comunicar a seu Congresso em Washington que não autorize o ataque".
A entrevista completa deve ser exibida nesta segunda-feira nos Estados Unidos. O presidente Obama, por sua vez, gravará, na tarde de segunda-feira, uma entrevista que será exibida à noite em todas as grandes redes de TV americanas.
