O Exército do país emitiu nota oficial e informou que irá continuar a ofensiva contra os rebeldes. “Esse ato terrorista reforça a determinação das nossas Forças Armadas em limpar a pátria de grupos terroristas”, diz o texto.
Os ministros da Defesa, Dawood Rajha, e do Interior, Asif Shawkat, morreram no atentado. Shawkat era o chefe do serviço de inteligência da Síria e cunhado do presidente. Ficaram feridos o chefe da Segurança Nacional, Hisham Ikhtiar, e um adjunto do vice-presidente, Hassan Turkmeni.
A explosão atingiu o prédio da Segurança Nacional durante uma reunião dos ministros de gabinete e autoridades de segurança. O homem-bomba se posicionou dentro do edifício para provocar o ataque, que foi reivindicado pelo Exército Sírio Livre, formado por desertores das forças do regime e civis armados.
Há 16 meses, a Síria enfrenta uma onda de violência causada por embates entre a oposição e o governo. Os rebeldes querem a renúncia de Assad, eleições e mais liberdade no país. A estimativa é que mais de 16 mil pessoas morreram na região. A comunidade internacional pressiona Assad a adotar um plano de paz na região e impor um cessar-fogo.
A crise na Síria é tema central da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que analisa a possibilidade de ampliar as sanções à Síria.