Assange, 40 anos, se refugiou na semana passada na embaixada do Equador para escapar da extradição para a Suécia por uma acusação de estupro. O fundador do Wikileaks teme ser transferido de Estocolmo aos Estados Unidos para ser julgado por espionagem, depois que o site divulgou mais de 250.000 telegramas diplomáticos dos Estados Unidos, documentos em muitos casos referentes às guerras no Iraque e Afeganistão.
"Se os Estados Unidos, por exemplo, puderem garantir o arquivamento da investigação no Grande Júri e qualquer outra investigação sobre as atividades de Wikileaks, seria uma garantia importante", disse, antes de completar que "os compromissos diplomáticos têm um peso seguro". Assange voltou a criticar o governo australiano por não ter acompanhado seu caso com a suficiente seriedade. "Este é um caso político muito grave, que o governo australiano deve tratar com a seriedade que merece", disse.
"Fui apresentado pelos Estados Unidos, inclusive pelo vice-presidente, como um terrorista high-tech, e também pelo primeiro-ministro e o ministro das Relações Exteriores da Suécia, o que com certeza precisava de uma resposta do governo de (primeira-ministra) Julia Gillard", disse Assange. No domingo, o governo australiano voltou a afirmar que não há indício de que os Estados Unidos busquem a extradição do fundador do Wikileaks, caso seja enviado à Suécia.