Quatro jornalistas que trabalhavam para veículos da imprensa internacional morreram nesta segunda-feira (25) em um ataque israelense contra um hospital no sul da Faixa de Gaza, onde 15 pessoas faleceram no total, segundo a Defesa Civil do território palestino.
A Associação da Imprensa Estrangeira exigiu uma 'explicação imediata' do Exército israelense e do gabinete do primeiro-ministro nesta segunda-feira (25), após o ataque que matou os profissionais. 'Exigimos uma explicação imediata das Forças de Defesa de Israel e do gabinete do primeiro-ministro. Exigimos que Israel cesse de uma vez por todas sua prática abominável de atacar jornalistas', afirmou o grupo em um comunicado.
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Quase 200 jornalistas mortos
Antes do anúncio das mortes nesta segunda-feira, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) contabilizaram quase 200 profissionais da imprensa mortos desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Bassal também mencionou a morte de um trabalhador da área da saúde nos ataques desta segunda-feira.
Várias pessoas feridas, algumas cobertas de sangue, foram sendo atendidas no hospital após os ataques, segundo um fotógrafo da AFP.
O hospital Nasser é um dos últimos centros de saúde que continuam parcialmente operacionais na Faixa de Gaza.
Em todo o território palestino, a Defesa Civil contabilizou 27 mortos por disparos ou ataques do Exército israelense nesta segunda-feira.
A guerra em Gaza começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou 1.219 mortos, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais.
A ofensiva israelense na Faixa de Gaza matou mais de 62.600 palestinos, a maioria civis, segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, que a ONU considera confiáveis.