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Astronautas do Atlantis desembarcam na ISS

Missão de 11 dias vai abastecer estação espacial internacional com 12 toneladas de material

Astronautas do Atlantis desembarcam na ISS
Astronautas do Atlantis desembarcam na ISS Foto : WASHINGTON, EUA (AFP)
O ônibus espacial Atlantis atracou nesta quarta-feira na Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), anunciou a Nasa, com o acoplamento confirmado às 16H51 GMT", dois minutos antes do previsto, 354 km acima da Austrália, declarou o comentarista da TV da Nasa, que transmitiu as imagens da manobra, ao vivo.

O Atlantis partiu segunda-feira da Flórida (sudeste dos EUA) com seis astronautas a bordo para uma missão de 11 dias, a quinta e última de 2009, destinada a entregar pouco mais de 12 toneladas de material à ISS.

As muito delicadas e últimas manobras de aproximação foram efetuadas manualmente pelo comandante de bordo do Atlantis, Charlie Hobaugh. A chegada da tripulação do Atlantis a bordo da ISS foi marcada pela tradicional cerimônia de recepção.

A missão (STS-129) de 11 dias está destinada a entregar a maior quantidade possível de peças de reposição mais pesadas para dar continuidade à manutenção da ISS - com a construção quase concluída - antes das aposentadorias dos ônibus espaciais.

As tarefas vão exigir três saídas ao espaço de seis horas e meia cada uma, sendo a primeira nesta quinta-feira, a partir das 14H18 GMT. Ao final desta missão, só restarão seis voos antes da retirada permanente da frota, em setembro de 2010 ou no primeiro trimestre de 2011 o mais tardar.

A ISS é um projeto que conta com a participação de 16 países, entre eles o Brasil, com um custo de 100 bilhões de dólares, financiado em grande parte pelos Estados Unidos. Com a aposentadoria da frota, os Estados Unidos dependerão, principalmente, das naves Soyuz russas para transportar seus astronautas à ISS até que a cápsula Orion e seu lançador estejam operacionais, em 2015.

Mas este programa, denominado Constellation, lançado em 2004 pelo ex-presidente George W. Bush, com o objetivo de levar os americanos novamente à Lua, em 2020 e depois a Marte, é ainda incerto; está sendo estudado, por enquanto, pela Casa Branca.