Israel nunca descartou a opção militar para a questão nuclear iraniana. Os países ocidentais e o Estado hebreu temem que Teerã utilize o programa nuclear civil como fachada para tentar fabricar a bomba atômica, o que a república islâmica nega.
Neste domingo, Ahmadinejad avisou que não suspenderá o desenvolvimento do programa nuclear. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Ramin Mehmanparast, disse que o país não cederá às pressões que visam “desencorajar” a busca “pelo desenvolvimento de direitos nucleares”.
Em 9 de junho, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma série de sanções ao Irã. Pelas restrições, há proibições para negociações comerciais, bancárias e militares. Apenas o Brasil e a Turquia votaram contra as medidas. O Líbano se absteve. Em seguida, a União Europeia, os Estados Unidos, o Canadá e mais recentemente o Japão definiram mais sanções aos iranianos.
Para parte da comunidade internacional, o programa nuclear iraniano é uma ameaça ao mundo. Sob liderança dos Estados Unidos, vários países acreditam que o programa esconde a produção de armas nucleares. Porém, Ahmadinejad e autoridades do Irã negam as acusações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou repetidas vezes que é favorável ao direito de o Irã desenvolver um programa nuclear próprio desde que para fins pacíficos.
O comando-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) reclama que não há autorização para a fiscalização das usinas nucleares iranianas. Porém, o governo de Ahmadinejad nega as denúncias. Segundo as autoridades iranianas, foram feitas várias inspeções nas instalações nucleares do país e não foram localizadas provas de desvios das orientações das Nações Unidas para o setor.