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Ataque a cassino deixa 40 mortos em Nuevo León, no México

Grupo entrou no Royal Sanjerónimo, jogou gasolina e ateou fogo ao local

Ataque a cassino deixa 40 mortos em Nuevo León, no México
Ataque a cassino deixa 40 mortos em Nuevo León, no México Foto : Dario Leon / AFP / CP
Um ataque a um cassino na cidade mexicana de Monterrey, ao norte do país, deixou 40 mortos e uma dúzia de feridos nesta quinta-feira, informou o procurador do estado de Nuevo León, Adrián de la Garza. "Este número deve subir", afirmou diante dos escombros do cassino.

Um mulher que sobreviveu ao ataque e que deu seu testemunho à TV Milenio revelou que um grupo entrou no cassino Royal Sanjerónimo, jogou gasolina e ateou fogo ao local. O governador de Nuevo León, Rodrigo Medina, confirmou que o cassino, com mais de 1.720 m2, foi incendiado com líquidos inflamáveis como gasolina. Segundo Medina, as primeiras investigações revelam que o atentado foi realizado por seis homens que chegaram ao cassino em dois automóveis.

O diretor da Defesa Civil, Jorge Camacho, destacou que a tragédia ocorreu porque, ao ouvir as explosões provocadas pelo incêndio, as pessoas correram para os banheiros e outros locais do cassino, e não para as saídas de emergência.

Foto: Dario Leon / AFP / CP Felipe Calderón, presidente do México, condenou o ataque e manifestou sua "profunda consternação e solidariedade com Nuevo León e com as vítimas deste ato de terror e de barbárie". Imagens transmitidas pela TV mostraram grandes nuvens de fumaça saindo do cassino pelos buracos que foram abertos pelos bombeiros nas paredes. Os bombeiros levaram mais de quatro horas para apagar o incêndio.

Boletins de jornais locais dizem que vários cassinos de Monterrey, no estado de Nuevo León, têm sido atacados - o último em maio passado - porque seus donos têm se negado a pagar pelas extorsões, que são outra fonte de renda dos traficantes.

Nuevo León é um dos cenários mais afetados pelas disputas entre traficantes, que, junto com operações das forças de segurança, deixaram mais de 41.000 mortos desde dezembro de 2006, quando o governo colocou o exército para combater o tráfico.

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