O ataque com o míssil hipersônico russo Oreshnik, na sexta-feira (9), teve como alvo uma fábrica de manutenção de aeronaves em Lviv, no centro-oeste da Ucrânia, informou o Ministério da Defesa de Moscou nesta segunda-feira (12).
O uso desse míssil balístico, o segundo desde o início da ofensiva russa na Ucrânia em 2022, foi condenado por União Europeia, Alemanha, França e Reino Unido, que o consideraram uma "escalada" no conflito.
"De acordo com informações confirmadas por diversas fontes independentes, após um ataque realizado na noite de 9 de janeiro pelas forças armadas russas com o sistema de mísseis balísticos terrestres Oreshnik, a Fábrica Estatal de Reparo de Aeronaves de Lviv ficou inoperante", afirmou o ministério.
Segundo Moscou, essa fábrica era utilizada para "o reparo e a manutenção de aeronaves pertencentes às forças armadas ucranianas, incluindo caças F-16 e MiG-29".
O Oreshnik possui capacidade nuclear, embora tenha sido usado com ogivas convencionais no momento do ataque.
A Rússia intensificou os ataques ao território da Ucrânia nesta sexta-feira. Desta vez, o exército russo usou o Oreshnik, um míssil hipersônico com capacidade nuclear.
— Correio do Povo (@correio_dopovo) January 9, 2026
➡️ O ataque ocorreu durante a noite e danificou 20 edifícios residenciais em Kiev, além da embaixada do Catar.… pic.twitter.com/HWffwiHx2t
O ataque atingiu infraestruturas críticas e deixou cerca de 6 mil prédios residenciais em Kiev sem calefação, no momento em que os termômetros na capital marcavam -8°C.
O prefeito Vitali Klitschko recomendou na ocasião que os cidadãos buscassem abrigos aquecidos fora da cidade, enquanto 417 mil residências ficaram sem energia elétrica.