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Ataque contra fábrica de gás na França foi terrorista, diz Hollande

Um homem morreu e duas pessoas ficaram feridas em novo atentado

Ataque ocorreu em usina de gás perto da cidade de Lyon
Ataque ocorreu em usina de gás perto da cidade de Lyon Foto : Philippe Desmazes / AFP / CP
O presidente francês, François Hollande, afirmou que o atentado desta sexta-feira contra uma fábrica de gás na França é de "natureza terrorista", já que foi encontrado um cadáver decapitado com inscrições" no local. A partir de Bruxelas, onde participava de uma cúpula europeia, o presidente confirmou que um suspeito foi detido e identificado, e disse que pode existir um segundo autor.

Segundo as autoridades, o suposto autor do atentado na França estaria vinculado ao movimento salafista. O principal suspeito foi identificado como Yassine Salhi, 35 anos, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. O presidente francês explicou que o ataque foi lançado por meio de "um veículo conduzido por uma pessoa, talvez acompanhada de outra, e que a grande velocidade, e com cilindros de gás, se lançou sobre este centro, considerado sensível". "Não há dúvidas quanto à intenção, que é provocar uma explosão", acrescentou.

A investigação foi confiada à procuradoria antiterrorista e o "indivíduo suspeito de ter cometido este atentado foi detido e identificado", disse Hollande. O presidente acrescentou que "foram mobilizados meios consideráveis de gendarmaria na região" e que os locais sensíveis foram protegidos para evitar outro incidente. Hollande ressaltou que é preciso "erradicar os indivíduos responsáveis por tais atos". O presidente, que voltará a Paris, declarou que às 15h30min locais (10h30min de Brasília) será realizada uma reunião de emergência no Eliseu, sede do governo francês.

Uma pessoa foi decapitada e pelo menos duas ficaram feridas em um ataque, provavelmente jihadista, em uma usina de gás perto da cidade de Lyon, no centro-leste da França.  A cabeça de um homem decapitado, coberta com inscrições em árabe, foi encontrada pendurada em uma grade, perto da usina de gás da multinacional Air Products. "O corpo decapitado de uma pessoa foi encontrado nas imediações da usina, mas ainda não se sabe se foi transportado para lá ou não", acrescentou uma fonte.

A polícia deteve um homem suspeito de ter lançado o ataque, informaram fontes que acrescentaram que era um conhecido dos serviços franceses de inteligência. As autoridades estavam realizando investigações para determinar se ele tinha algum cúmplice. "Segundo os primeiros elementos da investigação, um ou vários indivíduos, a bordo de um veículo, entraram na fábrica. Então ocorreu uma explosão", informou uma fonte.

Segundo outra fonte, um dos autores do atentado entrou na usina da Air Products com uma bandeira islamita e detonou vários cilindros de gás. O jornal regional Dauphiné Libéré disse que o ataque ocorreu por volta das 10h locais (5h de Brasília). A procuradoria antiterrorista abriu uma investigação, anunciou o procurador da República de Paris, François Moulins, em um comunicado.

O atentado ocorreu quase seis meses após os ataques islamitas que deixaram 17 mortos em Paris em janeiro e que começaram com um tiroteio na sede da revista satírica Charlie Hebdo. Dois irmãos islamitas atacaram a sede da revista, matando 12 pessoas. Um policial e quatro reféns em um supermercado kasher também foram abatidos durante os três dias de ataques.

Após os atentados, foi realizada uma histórica "marcha contra o terrorismo". Cerca de quatro milhões de pessoas saíram às ruas da França e mais de 1,5 milhão de pessoas se concentrou na capital francesa, enquanto dezenas de líderes de todo o mundo expressaram sua condenação aos ataques.

A França conta com uma alta proporção de cidadãos lutando nas fileiras dos islamitas no Iraque e na Síria e está em alerta ante possíveis ataques em seu território desde os atentados na redação da Charlie Hebdo.

Polícia isola local de atentado: