"O quartel-general ficou completamente destruído e as casas vizinhas foram danificadas pelo bombardeio bárbaro de Israel", afirmou à AFP um integrante do movimento. O exército israelense "tinha por alvo o quartel-general (do chefe de Governo do Hamas) Ismail Haniyeh em Gaza", confirmou à AFP um porta-voz do exército. "Nas últimas seis horas, o IDF (exército israelense) atacou 85 novos locais terroristas", disse o exército em sua conta oficial do Twitter.
Haniyeh e vários membros de seu governo se reuniram em frente a este edifício para receber o primeiro-ministro egípcio, Hisham Qandil, em uma breve visita a Gaza, nessa sexta.
Hamas lança míssil em Reim
Em contrapartida, quatro soldados israelenses sofreram ferimentos leves por um foguete disparado da Faixa de Gaza, anunciou o Exército. O braço armado do Hamas disse que havia lançado cinco obuses de morteiro contra uma posição em Reim, uma localidade israelense próxima ao enclave palestino.
Desde o começo das hostilidades iniciadas após a morte do líder militar do Hamas, Ahmed Jabari, pelo menos 38 palestinos e três israelenses morreram.
Obama reitera apoio de Washington
Nesta sexta, o presidente americano, Barack Obama, reiterou o apoio dos Estados Unidos a Israel e ao seu direito de se defender durante uma conversa por telefone com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo um comunicado da Casa Branca, "Obama lamentou as perdas de vidas civis israelenses e palestinas".
Netanyahu, que ligou para Obama, manifestou o seu profundo apreço pelos investimentos americanos no sistema antimísseis Domo de Ferro, "que neutralizou efetivamente centenas de foguetes disparados de Gaza e salvou incontáveis vidas israelenses". Os dois líderes também "abordaram as opções para acalmar a situação." Mas o documento da Casa Branca não apresenta detalhes.
Obama também conversou com o presidente do Egito, Mohamed Mursi, e pediu que seu país faça esforços pela paz.