Mundo

Ataque mata ministro da Defesa e cunhado de presidente da Síria

Atentado suicida ocorreu durante encontro de líderes de segurança em Damasco

Ministro da Defesa foi morto no ataque
Ministro da Defesa foi morto no ataque Foto : Sana / HO / AFP / CP
A TV estatal da Síria afirma que o cunhado do presidente Bashar Assad, Assef Shawkat, está entre os mortos em um atentado suicida contra a sede da Segurança Nacional do país, nesta quarta-feira, em Damasco. Também foi morto na explosão o ministro da Defesa, Dawoud Rajha. A polícia isolou a área e jornalistas foram proibidos de se aproximar do local.

O general Assef Shawkat era o vice-ministro da Defesa da Síria. Ele estava entre as figuras mais temidas do círculo próximo a Assad. Ele era casado com a irmã mais velha do presidente, Bushra. A bomba atingiu o prédio da Segurança Nacional durante uma reunião dos ministros de gabinete e autoridades de segurança, afirma a TV estatal.

O ministro da Defesa, Dawoud Rajha, de 65 anos, ex-general do Exército, era o mais graduado oficial cristão do governo sírio. Assad o indicou para o posto no ano passado. A emissora disse que alguns oficiais ficaram seriamente feridos, e mais tarde reportou a morte do ministro.

A capital é palco de quatro dias seguidos de confrontos entre forças do governo e rebeldes, que tentam derrubar o regime através da força. Os combates são um desafio sem precedentes ao domínio do governo. Baseado em Damasco, o ativista Omar al-Dimashki afirmou que a Guarda Republicana cerca a área próxima ao hospital Al-Shami, para onde os feridos foram levados

Em meio ao aumento da violência na Síria, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar ainda nesta quarta-feira uma nova resolução que visa pressionar o regime sírio a cooperar com um plano de paz.

A Rússia, no entanto, permanece em desacordo com os Estados Unidos e seus aliados europeus. Moscou é veementemente contra qualquer menção ao Capítulo 7 da Carta da ONU, que poderia eventualmente permitir o uso de força para encerrar o conflito.

Além da repressão do governo, rebeldes estão lançando ataques cada vez mais mortais contra alvos do regime, e vários ataques suicidas ocorridos neste ano sugerem que a Al-Qaeda ou outros grupos extremistas juntaram-se à luta. Ativistas estimam que mais de 17 mil pessoas foram mortas desde que a revolta começou, em março de 2011. As informações são da Associated Press.


Bookmark and Share