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Ataques com mísseis a hospitais e escolas deixam 50 mortos na Síria

Departamento de Estado americano fez duro comunicado e colocou em dúvida vontade da Rússia de ajudar

Mísseis russos em hospitais e escolas deixaram 50 mortos na Síria
Mísseis russos em hospitais e escolas deixaram 50 mortos na Síria Foto : Zein Al Rifai / AFP / CP memória
Pelo menos cinquenta civis morreram no norte da Síria, inclusive crianças, durante ataques com mísseis em Aleppo e Idleb, que foram duramente condenados pelas Nações Unidas e por Washington. Estes ataques foram considerados "violações flagrantes do direito internacional" pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse seu porta-voz adjunto, Farhan Haq.

O secretário-geral da ONU considerou que estes ataques, que atingiram particularmente um operado pela Médicos Sem Fronteiras (MSF), "ofuscaram os compromissos do Grupo de Apoio Internacional para a Síria (ISSG, em inglês)" na recente reunião em Munique, acrescentou Haq. O Departamento de Estado americano criticou, por sua vez, em um duro comunicado "a brutalidade do regime de (Bashar al) Assad" e pôs "em dúvida a vontade e/ou capacidade da Rússia e contribuir para detê-la".

O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, mostrou-se indignado de que "o regime de Assad e seus aliados possam seguir com seus ataques, que ignoram suas obrigações internacionais de proteger vidas inocentes e que vão contra os apelos unânimes" do ISSG. Kirby informou no comunicado que eram realizados "ataques aéreos sobre e nos arredores de Aleppo contra alvos civis inocentes, principalmente um hospital administrado pela MSF e um hospital para mulheres e crianças na cidade de Azaz".

"Pedimos uma vez mais a todas as parres a cessar os ataques contra civis e tomar as medidas necessárias para acordar um acesso humanitário e o cessar das hostilidades, que o povo sírio precisa desesperadamente", acrescentou.

A MSF, por sua vez, informou que pelo menos sete pessoas morreram e oito foram reportadas como desaparecidas depois do bombardeio aéreo russo ao hospital que administram na região de Maaret al-Noomane, 280 km ao norte de Damasco. A MSF opera em 153 hospitais da Síria, dos quais cinco foram alvo de ataques desde o começo do ano. Outras ofensivas, atribuídas a tropas russas, deixaram dez mortos, inclusive três crianças em Azaz, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).