Um vídeo postado por militantes no YouTube, logo após o bombardeio, mostra o que parecem ser casas reduzidas a escombros e moradores à procura de sobreviventes. Uma enorme cratera também pode ser vista. Um morador, também via Skype, relatou uma situação dramática, com um número de vítimas que tende a aumentar muito.
Enquanto isso, o Crescente Vermelho Árabe Sírio (CRAS) anunciou em um comunicado em Damasco que Mohammad Ahmad al-Khadra, um de seus voluntários, tinha sido morto a tiros na véspera em Douma. "Outros 21 funcionários ainda estavam cercados nesta quarta-feira" nesta cidade situada a 13 km de Damasco, indica o CRAS, pedindo a "todas as partes envolvidas que protejam as equipes médicas presentes em Douma e facilitem sua saída" do local.
Em meio a denúncias de mortes causadas pela repressão em Douma, um grupo de observadores da ONU encarregado de supervisionar o cessar-fogo na Síria, oficialmente em vigor no dia 12 de abril, visitou a cidade no subúrbio de Damasco. Segundo equipe da ONU, 15 observadores estão mobilizados na Síria. Diante deste panorama, o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé, ameaçou pressionar a ONU pela adoção de uma resolução autorizando o recurso à força na Síria, em caso de fracasso do plano do emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan. A partir da próxima semana, 300 observadores internacionais devem ser mobilizados para supervisionar a trégua, em conformidade com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.