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Ataques das forças do governo deixam 27 mortos na Síria

Bombardeios ocorreram em vários pontos do País, apesar da presença de observadores da ONU

Bombardeios ocorreram em vários pontos do País, apesar da presença de observadores da ONU
Bombardeios ocorreram em vários pontos do País, apesar da presença de observadores da ONU Foto : AFP
Nesta quarta-feira, 27 civis foram mortos pelas forças do regime em várias cidades sírias, incluindo 12 em um bombardeio em Hama, apesar da mobilização de observadores internacionais. "O ataque ocorreu às 18h15min (12h15min de Brasília) e destruiu várias casas" desse bairro popular, declarou via Skype o militante local Abu Ghazi, acrescentando: "Muitas vítimas ainda estão sob os escombros".

Um vídeo postado por militantes no YouTube, logo após o bombardeio, mostra o que parecem ser casas reduzidas a escombros e moradores à procura de sobreviventes. Uma enorme cratera também pode ser vista. Um morador, também via Skype, relatou uma situação dramática, com um número de vítimas que tende a aumentar muito.

Enquanto isso, o Crescente Vermelho Árabe Sírio (CRAS) anunciou  em um comunicado em Damasco que Mohammad Ahmad al-Khadra, um de seus voluntários, tinha sido morto a tiros na véspera em Douma. "Outros 21 funcionários ainda estavam cercados nesta quarta-feira" nesta cidade situada a 13 km de Damasco, indica o CRAS, pedindo a "todas as partes envolvidas que protejam as equipes médicas presentes em Douma e facilitem sua saída" do local.

Em meio a denúncias de mortes causadas pela repressão em Douma, um grupo de observadores da ONU encarregado de supervisionar o cessar-fogo na Síria, oficialmente em vigor no dia 12 de abril, visitou a cidade no subúrbio de Damasco. Segundo equipe da ONU, 15 observadores estão mobilizados na Síria. Diante deste panorama, o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé, ameaçou pressionar a ONU pela adoção de uma resolução autorizando o recurso à força na Síria, em caso de fracasso do plano do emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan. A partir da próxima semana, 300 observadores internacionais devem ser mobilizados para supervisionar a trégua, em conformidade com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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