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Ataques deixam mais de 40 mortos na Nigéria

Autores seriam integrantes da etnia fulani

Mais de 40 pessoas morreram na quarta-feira (2) em uma onda de ataques contra vilarejos no centro da Nigéria, informaram nesta sexta-feira (4) as autoridades locais e a Cruz Vermelha.

Segundo um funcionário do governo local, Farmasum Fuddang, os autores dos ataques seriam integrantes da etnia fulani.

Esta região da Nigéria é afetada com frequência pela violência étnica e religiosa, que pode ser exacerbada por conflitos de terra entre pastores fulani, muçulmanos, e agricultores majoritariamente cristãos.

"Enterramos mais de 30 pessoas ontem", declarou Farmasum Fuddang, que citou a descoberta de 48 corpos após vários ataques ocorridos na quarta-feira.

Uma fonte da Cruz Vermelha anunciou um balanço de "mais de 40 mortos, a maioria mulheres e crianças". Um morador de Manguna, um dos vilarejos atacados, disse à AFP que viu homens armados, que não conseguiu identificar. "Me escondi com meus irmãos atrás de nossa casa. Quando eles foram embora, encontramos quatro pessoas mortas", contou Maren Jusha.

Segundo Fuddang, essa violência é resultado de uma "limpeza étnica e religiosa" realizada por agressores que falam o dialeto fulani usado pelos pastores peul. Os investigadores, no entanto, acreditam que as causas do conflito são mais complexas.

Com o crescimento populacional, a área de terra usada pelos agricultores aumentou, enquanto as pastagens estão sendo severamente afetadas pela mudança climática no noroeste e centro da Nigéria. A grilagem de terras, as tensões políticas e a mineração ilegal agravam ainda mais os conflitos.

A sucessão de assassinatos, seguida por atos de retaliação, levou a uma ampla criminalidade nessas áreas, com ataques de gangues, sequestros em massa e saques.

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