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Ataques israelenses provocam 80 mortes na Faixa de Gaza e geram indignação de dirigentes europeus

Giorgia Meloni e Emmanuel Macron criticaram ofensiva de Israel

Ataques israelenses provocam 80 mortes na Faixa de Gaza
Ataques israelenses provocam 80 mortes na Faixa de Gaza Foto : Bashar Taleb / AFP

Diante de uma nova escalada de ataques de Israel na Faixa de Gaza, que provocaram nesta quarta-feira 80 mortes, ao menos dois dirigentes europeus se pronunciaram para criticar os bombardeios do exército israelense. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente da França, Emmanuel Macron, criticaram a ofensiva.

Meloni descreveu a situação humanitária na Faixa de Gaza como "cada vez mais dramática e injustificável" em um discurso aos deputados nesta quarta-feira.

Referindo-se às conversas "muitas vezes difíceis" com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Meloni reiterou "a necessidade de respeitar o direito internacional humanitário diante da situação em Gaza, que não tenho dificuldade em descrever como cada vez mais dramática e injustificável".

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o que o governo de Netanyahu faz é inaceitável e uma vergonha. “É um drama humanitário inaceitável", acrescentou.

A manifestação de Macron foi alvo de críticas de Netanyahu. "Macron escolheu novamente se colocar do lado de uma organização terrorista islamista assassina e de propagar a propaganda ignóbil que acusa Israel de crimes rituais", afirmou em um comunicado.

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, também denunciou as declarações do governante. "Nós nos lembramos muito bem do que aconteceu com os judeus na França quando não podiam se defender. O presidente Macron não tem nenhuma lição de moral para nos dar", declarou Katz.

A indignação não partiu apenas dos líderes de Itália e França. Entidades também se manifestaram sobre o que está acontecendo em Gaza. A ONG Médicos Sem Fronteiras denunciou que Israel cria as condições para uma "catástrofe humanitária deliberada" em Gaza e acusa o país de tentar condicionar a ajuda ao enclave palestino ao deslocamento forçado de seus habitantes.

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