Soldados e policiais invadiram hoje as ruas da cidade, que continua a ser um importante centro político e religioso muçulmano no norte da Nigéria. Funcionários do hospital Murtala Muhammed Specialist, em Kano, o maior da cidade, se recusaram a conversar com jornalistas. No entanto, repórteres da AP contaram mais de 100 corpos no necrotério do hospital e viram os registros durante visita ao local neste sábado. Mas pode haver mais mortos em outros hospitais e clínicas da cidade.
Em um comunicado emitido na sexta-feira, o porta-voz da polícia federal Olusola Amore disse que os atacantes tinham como alvo cinco prédios da polícia, dois escritórios de imigração e o quartel-general do Serviço de Segurança do Estado, a polícia secreta da Nigéria. As informações são da Associated Press.
Estado de emergência
O presidente Goodluck Jonathan declarou o estado de emergência no dia 31 de dezembro em setores de quatro estados onde foram registrados ataques que foram atribuídos ao Boko Haram. Kano não estava incluída no estado de emergência e não havia sido afetada por nenhum dos últimos ataques importantes, que, em sua maioria, ocorreram no nordeste do país.
A Nigéria, o país mais povoado da África (cerca de 167 milhões de habitantes) e seu maior produtor de petróleo, está dividida entre o norte, majoritariamente muçulmano, e o sul, predominantemente cristão.
Duas explosões sacudiram também a cidade de Yenagoa, no estado natal de presidente da Nigéria, mas não foram reportadas vítimas, anunciaram o gabinete do governador e uma fonte militar neste sábado. As explosões ocorreram depois dos ataques em Kano, mas o governador afirmou que as explosões de Yenagoa estavam vinculadas às próximas eleições.