A madrugada desta quarta-feira (31) foi marcada por uma nova onda de ataques aéreos que deixou seis feridos na Ucrânia, incluindo três crianças. Segundo autoridades locais, drones russos atingiram infraestruturas críticas e áreas residenciais em duas frentes distintas do país, intensificando o clima de insegurança apesar das recentes sinalizações de negociações para o fim do conflito.
Na cidade portuária de Odessa, o bombardeio atingiu alvos energéticos e logísticos, provocando incêndios e danos estruturais severos. Entre as vítimas estão dois meninos, de 8 e 14 anos, e um bebê de apenas sete meses. Oleh Kiper, chefe da administração militar regional, confirmou que um homem de 42 anos permanece em estado grave. Simultaneamente, na região industrial de Dnipropetrovsk, o governador Vladislav Vaivanenko informou que outros dois homens ficaram feridos em incursões semelhantes.
Retaliação e danos em solo russo
O conflito também registrou episódios em território russo. Em Tuapse, na região de Krasnodar Krai, duas pessoas ficaram feridas após um ataque de drones, conforme relatado pelo prefeito Serguei Boiko. Já na região fronteiriça de Belgorod, o governador Viacheslav Gladkov contabilizou três feridos decorrentes de ataques com munições. Esse intercâmbio de agressões evidencia a persistente volatilidade nas fronteiras, mesmo com a pressão internacional por um cessar-fogo.
A escalada militar ocorre em um momento paradoxal da diplomacia. Enquanto os combates avançam, o presidente Volodimir Zelensky tenta consolidar o apoio ocidental para encerrar a invasão russa. Estão previstas duas reuniões estratégicas para o início de 2026: a primeira ocorre em 3 de janeiro, na Ucrânia, reunindo assessores de segurança; a segunda será em 6 de janeiro, em Paris, onde Zelensky se encontrará com chefes de Estado aliados para discutir os termos de um possível acordo de paz articulado com o apoio dos Estados Unidos.