Pouco antes, em discurso proferido no Palácio presidencial, o presidente Juan Manuel Santos disse que se tratou de um ataque contra o ex-ministro do Interior do Governo de Álvaro Uribe, Fernando Londoño. "Acabo de tomar conhecimento que o senhor Fernando Londoño foi alvo de um atentado. Ele viajava em seu automóvel blindado", acrescentou. "Felizmente, o senhor Londoño se encontra estável, no hospital. Infelizmente, morreram seu motorista e um agente da polícia", disse o presidente. Lodoño sofreu ferimentos no rosto e no tórax. Ele não corre risco de morrer
O ataque aconteceu pouco após as 11h (13h horário de Brasília) na avenida Caracas, esquina com rua 74, região onde ficam muitas empresas e universidades, e com a presença constante de pedestres, especialmente estudantes. Imagens de TV mostravam uma série de veículos danificados pela explosão, entre eles um furgão verde cujo teto foi levantado. "Quero condenar da forma mais enérgica este atentado. Não entendemos qual é o seu propósito, mas tenham a absoluta certeza de que o governo não vai se deixar desestabilizar por estes atos terroristas", enfatizou Santos. "Vamos continuar com nosso caminho e vamos fazer todas as investigações que forem necessárias para encontrar o paradeiro dos responsáveis por este atentado. O terrorismo não vai nos intimidar de forma alguma. Ao contrário, nos enche de coragem para seguir adiante", afirmou.
Horas antes, a polícia informou ter desmontado um carro-bomba carregado com 38 quilos de explosivos e dois de munição na zona sul de Bogotá. Em 12 de agosto de 2010, dois dias depois da posse do presidente Juan Manuel Santos, um carro-bomba explodiu de madrugada, também no norte de Bogotá, deixando nove feridos leves e alguns danos materiais. Este ataque foi atribuído à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a principal da Colômbia, com 9.200 combatentes.