Os oito sul-africanos trabalhavam em uma companhia de aviação privada. O ataque ocorreu em uma avenida de Cabul que liga o centro da cidade ao aeroporto. Em comunicado, a polícia afegã informou que o atentado ocorreu pela manhã, quando um carro explodiu.
O grupo Hezb e Islami é considerado o segundo mais importante entre os radicais afegãos, depois dos talibãs. É liderado pelo ex-chefe da resistência à invasão soviética (1979-1989) no país, Gulbuddin Hekmatyar. O grupo se concentra no Leste do Afeganistão e nos arredores de Cabul.
As manifestações contra o filme entram hoje no sétimo dia. Na Tailândia, cerca de 500 muçulmanos protestaram hoje em frente à Embaixada dos Estados Unidos em Bangcoc. Nessa segunda-feira a representação diplomática dos Estados Unidos no país informou o encerramento das atividades devido às manifestações. Houve protestos ainda em mais 20 países, incluindo Afeganistão, Paquistão, Indonésia, Índia e Líbano.
Na Índia, em Srinagar, a maior cidade da Caxemira, centenas de manifestantes muçulmanos entraram hoje em confronto com forças de segurança, queimando um veículo. Um protesto contra o filme obrigou os comerciantes e empresários a fecharem lojas e empresas no centro de Srinagar. A Índia tem aproximadamente 150 milhões de muçulmanos.
Durante o protesto em Srinagar os manifestantes atiraram pedras e queimaram um carro da polícia, enquanto as forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo contra os manifestantes. O grupo, na maioria jovens, gritava palavras de ordem contra os Estados Unidos e queimou bandeiras norte-americanas e israelenses. Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.