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Atentado em Bagdá deixa 28 mortos

Mais de 6,1 mil pessoas morreram em ataques no Iraque, segundo números oficiais

Ao menos 28 pessoas morreram neste domingo vítimas de um atentado suicida contra um velório no Norte de Bagdá, no mais recente episódio da violência no Iraque, que matou mais de 950 pessoas apenas no mês de novembro. A multiplicação de ataques sangrentos desde o início do ano aumenta o medo de um retorno aos níveis de violência vividos no período de 2006/2007, quando um conflito devastador entre xiitas e sunitas deixou dezenas de milhares de mortos.

Face à onda de violência, as autoridades iraquianas - impotentes diante do derramamento de sangue - pediram ajuda aos Estados Unidos. Apesar de alguns comunicados da ONU e do departamento americano de Estado condenando a violência, a reação da comunidade internacional continua morna. Desde o início de 2013, mais de 6,1 mil pessoas morreram em ataques, segundo números oficiais.

Neste domingo, um homem-bomba explodiu no cemitério onde ocorria o enterro de Mouzher al-Shallal al-Araki, filho de um chefe tribal membro das milícias da Al-Qaeda. Doze pessoas morreram e 45 ficaram feridas na explosão, que ocorreu no cemitério da cidade de Wajihiyah, perto de Baqouba. O pai do homem que estava sendo enterrado era um dos chefes das milícias da Al-Qaeda, os Sahwa, criados em 2006.

Os Sahwa foram recrutadas inicialmente pelo exército americano para combater a Al-Qaeda nas regiões sunitas e garantir a proteção de oleodutos que atravessam as zonas tribais sunitas, especialmente no oeste do país. Considerados traidores pelo insurgentes sunitas, os milicianos são constante alvo de ataques e atentados.

Um duplo atentado em Saadiyah, na província de Diyala, matou cinco pessoas. Episódios violentos em Bagdá e nas cidades de maioria sunita de Fallujah, Abu Ghraib, Mossul e Hawija deixaram 11 mortos, segundo as autoridades.

Baqouba, capital da região que abriga diversas facções religiosas da província de Diyala, é uma das zonas mais instáveis do Iraque. Medidas inadequadas Segundo dados dos ministérios da Saúde, do Interior e da Defesa divulgados neste domingo, em novembro morreram violentamente 948 pessoas, entre elas 852 civis, 53 policiais e 43 soldados.

Em outubro, morreram 964 pessoas - no mês mais violento do Iraque desde abril de 2008. As autoridades iraquianas se dizem particularmente preocupadas com o crescimento da Al-Qaeda - fortalecida pelo conflito na vizinha Síria - acusando os insurgentes sunitas ligados ao grupo pela maior parte dos atentados.

Em vão, o governo tenta colocar em prática medidas de segurança, como a limitação do tráfego de carros em Bagdá e maior vigilância nos cafés, um dos locais mais visados pelos ataques.

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