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Atentado em Tel Aviv deixa quatro mortos e sete feridos

Um dos atiradores morreu e o outro foi detido pela polícia de Israel

Um dos atiradores morreu e o outro foi detido pela polícia de Israel
Um dos atiradores morreu e o outro foi detido pela polícia de Israel Foto : Jack Guez / AFP / CP
Dois atiradores palestinos abriram fogo, na noite desta quarta-feira, contra o Sarona Market, centro comercial de luxo em Tel Aviv, em Israel. O atentado ocorreu por volta das 21h30min (horário local, 15h30 no horário de Brasília), deixando quatro mortos e sete feridos, entre eles um dos terroristas, de acordo com informações do Hospital IchiLov, que atendeu as vítimas.



O outro atirador foi preso e interrogado pela polícia. Os policiais não deram detalhes sobre os suspeitos, mas informaram que eles são jovens palestinos e que pertencem à mesma família. Segundo relato de testemunhas, antes dos disparos os terroristas teriam gritado "Al Akbar", que significa "Deus é grande" em árabe. O vendedor Evi Levi, de 31 anos, estava lanchando próximo ao local do atentado e viu os dois homem saindo correndo do centro comercial.

Segundo Levi, os dois estavam vestidos como judeus ultraortodoxos e passavam despercebidos entre os frequentadores do local. Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque. Uma conta no Twitter ligada ao Hamas, grupo de resistência islâmica, que controla a Faixa de Gaza, um dos territórios palestinos, parabenizou os dois e deu a entender que novos ataques devem ser realizados durante o Ramadã, o mês de jejum dos muçulmanos e um dos cinco pilares do Islã, que teve início na segunda-feira (6).

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve no local com o ministro da Defesa e líder da extrema direita Avigdor Libermann, e declarou que o governo deve tomar uma série de medidas contra esse tipo de atentado. O governo brasileiro condenou o ataque e, ao transmitir os pêsames aos familiares da vítima, manifestou repúdio a todas as formas de terrorismo.

O último atentado terrorista em Tel Aviv ocorreu no dia 8 de março, quando um palestino matou um norte-americano e feriu outras nove pessoas com uma faca.