"O que ocorreu hoje é horrível, tremendamente condenável, mas o Chile é e seguirá sendo um país seguro", afirmou a presidente chilena, Michelle Bachelet, após visitar três dos sete feridos, em uma clínica da capital. Bachelet disse que o atentado é um dos atos mais "abomináveis e covardes" já vistos no Chile, porque "tem como objetivo atingir as pessoas, gerar medo e matar inocentes". A presidente destacou que no final do mês enviará um projeto de lei que modifica a legislação antiterrorista, para torná-la mais eficiente e adaptá-la aos padrões internacionais.
A detonação ocorreu às 14h15min local (horário de Brasília) em uma área de alimentação na hora do almoço. Segundo as primeiras informações citadas pela imprensa, o artefato foi feito com um extintor e um dispositivo de relojoaria e colocado dentro de uma lata de lixo.
As linhas de metrô continuaram funcionando normalmente, embora a polícia tenha suspendido temporariamente a parada na estação Escola Militar. A perícia já iniciou seu trabalho para determinar a origem do artefato e suas características.De acordo com o Ministério do Interior, os suspeitos são dois jovens que teriam fugido em um veículo.
Bachelet suspendeu sua agenda e convocou uma reunião de emergência em La Moneda. té agora, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque. O governo garantiu que invocará a Lei Antiterrorista contra os responsáveis. "O governo não vai descansar até o último dia para que essas pessoas sejam condenadas o quanto antes. Essas pessoas que tentaram assassinar chilenos inocentes", afirmou o ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo.