O chefe dos serviços secretos de Samangan também morreu no atentado. Um balanço anterior, fornecido pelo chefe do departamento de saúde pública da província de Samangan, Ahmad Samid, informava sobre 15 mortos e 60 feridos. Mais tarde, a presidência afegã falou de 23 mortos e 60 feridos, mas depois revisou os números.
"Mais uma vez, os inimigos do Afeganistão mataram gente inocente e um membro da jihad (guerra contra os soviéticos) que se esforçava para restabelecer a unidade no país", acrescentou o presidente Karzai em um comunicado. Ahmad Khan foi chefe de guerra durante décadas no conflito com a União Soviética, antes de começar a formar parte do parlamento afegão, em 2011.
O porta-voz das forças de segurança afegãs para o norte do Afeganistão, Lal Mohamad Ahmadzai, informou sobre 22 mortos e mais de uma centena de feridos, e assegura que o camisace detonou seus explosivos enquanto dava um abraço em Ahmad Khan.
A explosão ocorreu na entrada do salão de festas, um edifício de dois andares onde um fotógrafo da AFP viu turbantes, sapatos e roupas cobertos de sangue. Até o momento, nenhum grupo reivindicou o atentado. Zabiulá Mujahid, um porta-voz dos talibãs contactado pela AFP, disse "não estar ciente" de um atentado de suas tropas no norte.