A cerimônia celebrava o dia de Al-Quds, evento organizado em vários países pela comunidade xiita para protestar contra o controle de Jerusalém por Israel e para demonstrar solidariedade aos palestinos. Os muçulmanos xiitas são minoria no Paquistão, com cerca de um quinto dos 160 milhões de habitantes do país, dominado pelos sunitas.
O chefe da polícia da província do Baluchistão, Malik Iqbal, disse que os organizadores do evento foram alertados para a possibilidade de um ataque - e orientados a realizar a cerimônia em outro local. Já Sardar Khan, controlador da polícia, explicou que uma série de distúrbios violentos se seguiram ao atentado, e que os agentes foram obrigados a agir para acalmar a multidão.
Premiê exige abertura de investigação
O primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Raza Gilani, condenou fortemente o atentado, e exigiu a abertura imediata de uma investigação para apurar o incidente. A embaixada americana no Paquistão também emitiu uma declaração deplorando o ocorrido.
Mais cedo, pelo menos um homem morreu e quatro pessoas ficaram feridas quando um terrorista suicida explodiu a bomba que trazia junto ao corpo depois de ter sido detido pela polícia em frente a uma mesquita da seita Ahmadi na cidade de Mardan, nordeste do Paquistão.
A violência religiosa no Paquistão, principalmente entre sunitas e xiitas, já matou mais de 4.000 pessoas na última década.